Se você é empresário, leia até o final. Se não é, envie para um amigo empresario.
Eu disse: “Pessoal, precisamos de uma comunicação mais direta! Isso está virando um telefone sem fio.”
Um guri de 22 anos mandou na minha cara: – E desde quando telefone tem fio?
O mundo mudou. Os tempos mudaram, e todos nós sabemos disso.
Mudou a forma como nos alimentamos, nos reunimos, nos locomovemos, aprendemos, fazemos pagamentos, trabalhamos e nos comunicamos.
A questão é que hoje estamos construindo um mundo cujo principal consumidor nunca usou um telefone com fio. que dirá um orelhão (não sabe o que significa “Caiu a Ficha”). Não consegue imaginar uma vida sem internet, e praticamente não usou papel moeda.
Em contraponto, quando alguém resolve criar um negócio, recebe como embasamento orientações para atender clientes que sabem o que é um telefone com fio.
Por exemplo, muitos planos de negócios seguem usando como premissa os P’s do Marketing, igual aprendi na faculdade 25 anos atrás:
Produto – Você tem que ter algo para vender. Deve ser um produto bom, e que tenha demanda.
Praça – O local onde você vai vender. Deve ser um local de visibilidade onde pessoas que desejem este produto costumam passar.
Preço – A pessoa que chega no seu estabelecimento e deseja comprar seu produto, deve ser capaz de pagar.
Promoção – Propaganda! Oferta! A forma como você apresenta o produto que está sendo vendido naquela praça, por aquele preço.
Tem gente que tentou atualizar esses conceitos colocando P’s como PROCESSOS, PESSOAS, POSICIONAMENTO E PERFORMANCE.
Tudo isso voltado para pessoas com os mesmo hábitos de consumo de 1989, quando caiu o muro de Berlin.
Recentemente o próprio Phillip Kotler, considerado o pai do Marketing, principal divulgador da teoria dos 4 P’s, disse em uma entrevista que os 4 P’s morreram.
Com o advento da internet, o que funcionava antes não funciona mais.
No seu lugar, nascem os novos 4 C’s do marketing.
Cliente – Você não precisa mais criar um produto inovador e cheio de diferenciais. Foque em entender o que seu cliente quer/precisa de comprar.
Conveniência – Se o cliente tiver muito trabalho para comprar de você, ele não comprará. E seu concorrente, que oferece mais conveniência, vai ficar feliz.
Custo/Contexto – Preço tornou-se algo relativo. A depender do contexto, seu cliente aceita pagar um preço maior. Pense na pipoca na porta da igreja x a pipoca no cinema do shopping.
Comunicação – Antes você apresentava a oferta e esperava os interessados comprarem. A internet permitiu a devolutiva. Hoje seu cliente fala com você e fala de você. Ou fala bem em suas redes sociais ou fala mal no reclame aqui.
Logo isso vai mudar isso de novo.
Publicado originalmente no LinkedIn em 2 de novembro de 2025. Ver post original.
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