Demita alguém para dar o exemplo antes que alguém te demita para dar o exemplo.
Foi mais ou menos essa frase que ouvi de um diretor, tempos atrás, quando ele me chamou pra falar após um comitê de resultado.
Na verdade eu achei que ele estava me chamando para me demitir.
Era uma sexta-feira 13. Eu tava com tanto medo que achava melhor encontrar o Jason do que entrar naquela sala.
As coisas não iam bem.
A meta do time estava estourada. E a saída que ele propôs foi essa: cortar alguém publicamente, pra “mandar um recado”.
Eu não cortei ninguém.
Não demiti ninguém pra dar o exemplo. Dei o exemplo sem demitir ninguém.
Fui atrás de entender por que a meta não estava sendo batida.
E a resposta que recebi de uma assistente foi mais dura do que qualquer demissão:
“Chefe, o time não sabe o que fazer.”
Na minha cabeça as metas estavam claras, e cada um sabia suas atribuições.
E mesmo assim, ninguém executando.
Foi aí que entendi: a responsabilidade não era do time.
Era minha, como líder.
O casamento entre as atribuições e a estratégia estava só na minha cabeça.
Essa virada, trocar “quem eu corto” por “o que eu não estou explicando direito, o que não estou ensinando?”, foi o que me permitiu, anos depois, levar uma carteira de R$34 milhões a R$180 milhões em margem bruta.
Às vezes a virada de uma empresa começa com quem está mais perto do problema, não com quem está na sala do comitê.
Publicado originalmente no LinkedIn em 3 de setembro de 2026. Ver post original.
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