(sim, a primeira saiu numa sexta)
De segunda porque não tem glamour. (E também porque vai ter toda segunda-feira.)
Não espere apresentação bonita. Nem framework da moda.
Aqui você vai ver o que acontece de verdade, da estratégia até a operação.
Onde o filho chora e a mãe não vê. (Afinal, não é muito recomendável levar a mãe para o trabalho.) Chorar até pode — mas sugiro que seja no banheiro do escritório.
Vai por mim: o desafio aqui é mais confuso do que parece.
Durante muito tempo eu falei bastante sobre carreira, liderança e desenvolvimento.
Funcionava. Dava like e visualização.
Mas, olhando para trás, percebo que tinha um desvio sutil que me incomodava.
Parecia ajudar mais do que de fato ajudava.
Eu estava falando mais sobre como crescer e quase não cuidava do que realmente trava o crescimento, que é onde as pessoas se perdem.
E são coisas bem diferentes.
Ao longo da minha carreira, já vi isso acontecer no café, no almoço e na janta. Nas escolas, nas ruas, em campos e construções — diria Geraldo Vandré.
Diversas vezes o mesmo padrão: Time qualificado, repleto de gente boa e esforçada.
Mas sem direção.
Estratégia pouco clara, execução desalinhada e decisões concentradas demais.
Isso até aparece em curso. Mas você fez por obrigação, para pontuar na avaliação de desempenho.
Até aparece em livro. Mas você não leu. Preferiu o guru do momento em vídeos de 30 segundos.
Mas aparece todo dia — todo dia mesmo — na operação.
E, na prática, é isso que define resultado.
Tenho tentado trazer mais esse lado por aqui.
Menos teoria. Mais o que funciona — e o que não funciona.
Por exemplo: já vi operação com meta batida, equipe trabalhando no limite… e ainda assim o resultado não aparecia no final do mês.
Quando fomos olhar, não era esforço. Todo mundo estava trabalhando — e muito.
A questão era a direção. Ou a falta dela.
Cada gerente priorizava uma coisa. Cada área puxava para um lado.
E a liderança, tentando resolver tudo, acabava centralizando decisão.
Muito trabalho. Pouco resultado proporcional.
Quanto mais rápido você segue na direção errada, mais caro é chegar onde precisa.
Quando ajustamos foco, clareza e autonomia, o resultado veio.
Não rápido. Mas consistente. E, principalmente, SUSTENTÁVEL.
Por ora é isso. A partir da próxima, a gente se fala na segunda. Como deveria.
Publicado originalmente na newsletter Notas do Executivo de Segunda, no LinkedIn, em 24 de abril de 2026.
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