O Claude tem um plano

E esse plano depende de você!

Desde que começamos a conversar com Inteligências Artificiais nossa vida ficou mais fácil. Simples assim.

E nisso eu tenho lugar de fala. Aprendi mitologia lendo na enciclopédia Barsa e não vendo vídeos do tique-toque sobre a Odisseia do Nolan.

Depois aprendi a pesquisar no Google (na verdade no CADÊ), quando ainda se pesquisava por palavras chave e não se conversava com ele como se fosse ele o oráculo que tem todas as respostas.

Então, chegamos à responsividade quase mágica das IA atuais.

Com isso, como em toda tecnologia disruptiva, aparecem dois personagens:

Um ridiculariza a novidade — mostra as falhas, escancara inconsistências, com a convicção de um pastor evangélico de direita, te convencendo que você não precisa se adaptar.

O outro é o profeta do apocalipse: se você não dominar a IA lançada há 15 minutos, ficou pra trás.

Neste caso ambos estão certos, e, ao mesmo tempo COMPLETAMENTE ERRADOS.

Pra concordar com o primeiro grupo, faça um teste simples, pergunte pra tua IA de bolso favorita: “Às vezes você alucina comigo? Me conte algumas vezes em que você me deu respostas meio alucinadas.”

Ela vai te contar algumas… No meu caso, uma das alucinadas do CHAT GPT me fez perder um contrato de R$ 25.000,00 porque ele “achou” que meu posicionamento deveria ser mais premium…

Depois ele me contou que tirou isso de nossas conversas, sem olhar o mercado. Meu concorrente ficou feliz.

Já para concordar com o segundo grupo, esse contrato que perdi pode ser considerado grana pouca frente à quantidade de tempo e de acertos que o uso de IA me proporcionou apenas no último ano.

E a IA, diferente de você, está em constante aprendizado. (veja o que o teu algoritmo do Instagram te entrega e você, com o mínimo de honestidade intelectual, vai concordar comigo.)

Agora vamos olhar o outro ponto.

Para refutar quem descredibiliza a IA, basta mostrar resultado básico — economia de tempo, mais assertividade. Já provar que você não precisa dominar todas as IAs do mundo é mais trabalhoso.

A maioria das IA é apresentada pela sua capacidade mais rasa, mais fácil de aprender e mais propensa a ser compartilhada.

Mas, da mesma forma que você nunca usou nem um terço das funções do teu videocassete (eu sei que você tinha um), o lugar onde a IA muda o jogo está na profundidade de uso.

Vou te dar apenas um exemplo.

Meu primeiro squad no Instituto Ágil era composto por 5 pessoas: Eu como estrategista e conteudista, um gestor de tráfego, um designer, um copywriter e um profissional de suporte.

Minha ideia era aumentar a equipe trazendo um coach e um profissional de sucesso do cliente.

Há uma semana lancei o programa Retorno Ágil.

Meu Squad foi composto por 2 pessoas e uma IA. Eu sigo como conteudista e trouxe o profissional de suporte. Todas as outras funções foram feitas pelo CLAUDE.

Discuti com ele a estratégia. Direcionei o conteúdo e dei as aulas.

O resto ele fez.

Veja que não estou dizendo que ele me disse como fazer ou coordenou a equipe.

Ele fez!

Gerou os designs, criou os textos, implementou na plataforma de cursos, subiu os arquivos para o You Tube, criou a campanha de tráfego pago, instalou as métricas de acompanhamento, ainda me ajudou a precificar consultorias, revisou meus textos (ainda escrevo mais de 90% do que você lê aqui.) Ufa…

Isso entre um sem número de perguntas aleatórias que fiz, do tipo, “por que o sorvete napolitano tem esse nome?”

E o tempo todo, enquanto fazia coisas mais importantes, como assistir um filme com meu filho numa sexta à noite (isso realmente aconteceu), de vez em quando o Claude parava de operar e chamava a minha atenção, me mostrando o que ele pretendia fazer e me pedindo para aprovar o plano ou fazer ajustes.

Acho que fiz ajustes em menos de 20% das vezes que ele me chamou.

Em resumo.

Eu estou no comando, mas não senti falta de nenhum dos outros profissionais em squads passados.

Isso quer dizer que não pretendo mais contratar pessoas?

Muito pelo contrário, só que agora eu sei o que esperar de quem eu contrato (que é um desafio para a maioria dos líderes.)

Eu preciso esperar que o contratado faça mais com a ferramenta do que eu faria.

Se você somente faz atividades repetitivas que a IA pode fazer sozinha, mais rápido, acertando mais e sem necessidade de supervisão…


Publicado originalmente na newsletter Notas do Executivo de Segunda, no LinkedIn, em 26 de julho de 2026.

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