Há duas semanas, um empresário me procurou pedindo que eu o ajudasse a levantar capital de giro.
Saiu da reunião sem o dinheiro. E me agradeceu.
Ele vendia bem. Empresa nova e já passava de alguns milhões em faturamento.
Trabalhava 12 horas por dia, e todo fim de mês faltava caixa.
Ou atrasava fornecedor ou colocava dinheiro da PF para cobrir o buraco.
Ele achava que tinha um mistério para Mister M ou Padre Quevedo desvendar.
Eu apenas perguntei:
“Quanto sobra de cada venda que você faz?”
Silêncio.
Outra pedrada:
“Se eu levantar o empréstimo agora, você vai usar esse dinheiro para pagar o mesmo buraco que abriu o problema?”
Passei 25 anos do outro lado da mesa.
Caixa, BRB, Santander.
Aprovei e neguei crédito para muita empresa.
Aprendi a ler o extrato de um negócio antes de o dono abrir a boca.
E vi padrões que ninguém comenta em palco de evento de empreendedorismo por medo de falar a verdade, porque a verdade não vende ingresso.
Publicado originalmente no LinkedIn em 7 de outubro de 2026. Ver post original.
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