Por que eu deveria escolher você e não um dos outros candidatos?
Eu sei! Essa pode ser a pergunta mais cruel em um processo seletivo.
Mas ela não é difícil de responder. E este texto vai te ajudar com isso.
O erro que todos cometem é acreditar que a pergunta feita merece como resposta um diferencial.
Daí você fica matutando: Qual o meu diferencial competitivo?
E aí você pensa em uma resposta gasosa e mirabolante. Normalmente nada realista.
– Eis o meu diferencial… Eu sei plantar bananeira, assobiando o hino nacional…
E acaba dando uma resposta bem parecida (para não dizer IGUAL) a de todos os candidatos que foram pela mesma linha de raciocínio.
(Eu sei pular amarelinha imitando um cachorro…)
A questão é que quem está te contratando normalmente não está em busca de um diferencial.
Tudo o que se quer é um feijão com arroz bem feito.
E o que é um feijão com arroz bem feito?
É uma boa solução para um problema: a fome!
O gestor dessa vaga tem um problema.
E ele quer esse problema resolvido no menor tempo possível, com o menor custo possível e da melhor forma possível.
A pessoa a ser escolhida DEVE necessariamente atender a 3 quesitos:
1 – Saber qual é o problema.
2 – Ser capaz de resolvê-lo
3 – Fazer isso no prazo, no preço e com a qualidade adequada.
Se você não sabe qual o problema o futuro dono daquela vaga deve resolver, você não fez seu trabalho de casa.
Se você não é capaz de resolvê-lo, talvez você não tenha a qualificação necessária para a vaga.
Se você é lento(a), caro(a) ou desleixado(a), isso ficará claro nesta resposta.
Eu contrataria na hora um(a) candidato(a) que me respondesse:
– Eu faço um feijão com arroz muito bom!
E que conseguisse provar isso.
Publicado originalmente no LinkedIn em 12 de junho de 2024. Ver post original.
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