Sobre Antonio Gil

De Piedade, no subúrbio do Rio, às diretorias de dois bancos.

Escola pública, concurso aos 20 anos e uma carreira construída passo a passo. Hoje esse passo a passo está à disposição de quem quer chegar mais longe.

Antonio Gil à mesa, com o livro Você Só Tem Hoje

Cresci no Rio de Janeiro. Mas não naquele Rio dos cartões-postais, das praias bonitas e das novelas da Globo.

Cresci no Rio de quem acorda cedo, pega ônibus, trabalha o dia inteiro e volta para casa com a sensação de que ainda precisa fazer mais para chegar aonde gostaria.

Já ouviu falar no Méier? Aquele da série do Paulo Gustavo? Pois é. Eu cresci mais longe. Em Piedade.

Estudei em escola pública, joguei bola na rua, peguei doce no dia de Cosme e Damião.

Aos 20 anos, entrei na Caixa Econômica Federal pela única porta que não exigia sobrenome importante, amizade influente ou alguém disposto a puxar uma cadeira para mim: a porta do concurso público.

Ali começou uma trajetória que me levaria muito além do que aquele garoto poderia imaginar.

25 anos em cinco paradas

2000Caixa Econômica FederalDa agência à Superintendência Executiva, por concurso público.
2016Presidência da RepúblicaPrograma de Parcerias de Investimentos (PPI).
2019BRBDiretor e CRO.
2021SantanderHead de Governos, Instituições e Universidades.
HojeInstituto ÁgilMentoria, consultoria e palestras.

Passei por todos os cargos de uma agência bancária até chegar à Superintendência Executiva. Trabalhei na Presidência da República, participei de projetos de infraestrutura, ocupei posições de direção em dois bancos e atravessei crises econômicas, mudanças de governo e uma pandemia.

Vi de perto como as grandes organizações funcionam. E, principalmente, o que não funciona bem nelas.

Aprendi que competência abre portas, mas não garante que você permaneça na sala. Que trabalhar muito não é a mesma coisa que produzir resultados. E que, em ambientes competitivos, entregar bem é apenas parte do jogo.

Você também precisa entender pessoas, construir alianças, ler o ambiente e saber transformar esforço em influência.

No Santander, tive a oportunidade de colocar isso à prova.

Em três anos, ajudei a levar uma operação regional de R$ 34 milhões para R$ 180 milhões de margem.

Não vou atribuir esse resultado a uma genialidade que não tenho. Resultados dessa dimensão não nascem de frases motivacionais nem de um líder que se considera indispensável.

Nascem de método, estratégia, leitura de cenário e, sobretudo, da capacidade de formar um time que entrega mais do que entregaria sozinho.

Foi nesse caminho que entendi uma das contradições mais cruéis do mundo profissional:

Há gente extremamente competente passando anos à espera de uma oportunidade que nunca chega. Não porque lhe falte capacidade, mas porque ninguém lhe ensinou a transformar capacidade em reconhecimento, influência e resultado.

Eu conheço esse jogo por dentro.

Conheço a distância entre ser bom e ser reconhecido como bom. Entre entregar resultados e ocupar posições de decisão. Entre ter experiência e conseguir fazer com que essa experiência abra a próxima porta.

Hoje, sou mentor de profissionais e executivos.

Não porque descobri meu propósito em um retiro espiritual, tive uma revelação ou resolvi abandonar tudo para seguir uma paixão.

Tornei-me mentor porque percebi que décadas de experiência, erros, acertos e decisões difíceis poderiam encurtar o caminho de quem ainda está tentando descobrir sozinho aquilo que aprendi na prática.

Não vendo atalhos mágicos. Não prometo transformar ninguém em CEO em seis meses. E desconfio de qualquer pessoa que diga ter uma fórmula infalível para o sucesso.

O que faço é ajudar profissionais competentes a enxergar o que ainda não conseguem ver, corrigir o que os impede de avançar e construir, com método, uma trajetória à altura do que são capazes de entregar.

A verdade é que talento sem estratégia pode virar frustração. Eu sei disso porque já aconteceu comigo.

Também aprendi que experiência sem posicionamento pode virar invisibilidade. E que anos de dedicação, por si só, não garantem o reconhecimento que você acredita merecer.

Minha história começou em Piedade, no subúrbio do Rio. Passou por agências bancárias, gabinetes, diretorias e grandes decisões.

Mas o mais importante dessa trajetória não são os lugares a que cheguei. É o que aprendi no caminho, inclusive quando errei, e que hoje pode ajudar outras pessoas a chegarem mais longe.

E quanto ao que eu ainda não sei?

Aprendo. Investigo. Pergunto. Mudo de ideia quando os fatos exigem.

De preferência, antes que você perceba que eu não sabia.

Afinal, experiência é saber como descobrir o que falta.

Qual é o próximo passo da sua história?